A Trindade: Deus, Jesus Cristo e o Espírito Santo
A primeira Regra de Fé da Igreja Mórmon é bastante afirmadora e também simples em declarar nossa crença concernente a Deus: “Cremos em Deus, o Pai Eterno, e em Seu Filho, Jesus Cristo, e no Espírito Santo”.

- Deus, nosso Pai Celestial
Os Mórmons acreditam que Deus é todo poderoso (Alma 26:35, pg. 275), onisciente (Mosias 4:9, pg. 155), e que Seu Espírito pode ser sentido por todas as pessoas, em todos os lugares (Salmos 139:7-12). Ele possui uma perfeição absoluta de todos os atributos bons; Ele é misericordioso, amoroso, paciente, confiável, e não nos julga por nossa aparência externa. Embora os membros da Igreja lêem as escrituras com o intuito de receber mais informação sobre Deus, seu conhecimento primário concernente à Sua natureza vem de uma revelação dada a profetas modernos, como Joseph Smith. Em uma visão, Joseph Smith viu Deus o Pai e seu Filho, Jesus Cristo. Eles são dois personagens distintos e separados, mas são unidos em perfeição e propósito.
Os Mórmons adoram o Pai Celestial como Deus, oram a Ele em nome de Seu Filho, Jesus Cristo, e acreditam que somos literalmente seus filhos (Atos 17:29). Ele nos ama e conhece a cada um de nós pessoalmente. A Igreja Mórmon publicou essa declaração em 1995:
“Todos os seres humanos – macho e fêmea – são criados à imagem de Deus. Cada ser é um amado filho ou filha espiritual de pais celestiais, e, como tal, cada um tem uma natureza e destino divino”.
Deus criou essa Terra e este universo para nós para que pudéssemos vir aqui e ganhar experiências que nos possibilitaria tornar perfeitos como Ele é perfeito (ver Mateus 5:48). Os Mórmons chamam este plano de Plano de Salvação.
- Jesus Cristo, nosso Redentor e Salvador
Jesus Cristo é a figura central da prática e da doutrina Mórmon. Ele é o nome central do verdadeiro nome da Igreja Mórmon, A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias. Cada Mórmon tem um firme testemunho que Jesus Cristo é o Salvador e Redentor do mundo e que somente através de Seu sacrifício no Jardim do Getsêmane e sobre a cruz pode o homem mortal ser salvo no Reino de Deus. Jesus Cristo e Seus ensinamentos são o foco central de todas as escrituras Mórmons: o Livro de Mórmon, a Bíblia, Doutrina e Convênios, o qual contém as palavras de Jesus Cristo aos profetas modernos, e a Pérola de Grande Valor.
Em janeiro de 2000, o Presidente e Profeta da Igreja Mórmon, Gordon B. Hinckley e os Doze Apóstolos publicaram O Cristo Vivo como seus testemunhos para o mundo sobre Jesus Cristo. Nesta publicação podemos encontrar o seguinte trecho:
“Prestamos testemunho, como Apóstolos Seus, devidamente ordenados, de que Jesus é o Cristo Vivo, o Filho imortal de Deus. Ele é o grande Rei Emanuel, que hoje se encontra à direita de Seu Pai. Ele é a luz, a vida e a esperança do mundo. Seu caminho é aquele que conduz à felicidade nesta vida e à vida eterna no mundo vindouro”.
Jesus Cristo é o filho de Deus e a única pessoa perfeita que já viveu nesta Terra. Antes de vir à Terra, Ele era o grande Jeová. Na Terra, Seu Pai era Deus e Sua mãe era Maria (ver Lucas 1:32, 35). Ele viveu e ensinou na Judéia e “seguiu fazendo o bem” (Atos 10:38). Ele sofreu por nossos pecados, morreu na cruz, e ressuscitou ao terceiro dia. Os Mórmons chamam esse ato central de Sacrifício Expiatório.
Os ensinamentos e revelações de Cristo para o seus profetas formam o cerne da doutrina e prática Mórmon. Ele é um exemplo perfeito para toda a humanidade. Através do Seu sacrifício, toda a humanidade será ressuscitada, e será julgada de acordo com as suas obras. Aqueles que se arrependem de seus pecados, seguem o exemplo de Cristo sendo batizado por alguém que possua autoridade e siga todos os mandamentos de Deus será salvo de seus pecados através do Sacrifício Expiatório e assim herdará Vida Eterna no Reino de Deus.
Jesus Cristo é o cabeça da Igreja Mórmon e Ele a dirige hoje através de revelação à Seus profetas. Hoje Ele está à mão direita de Seu Pai (Atos 7:55) como nosso Salvador, nosso Redentor, Nosso Advogado junto ao Pai e nosso Juiz. Ele virá novamente no fim do mundo para começar o Milênio, mil anos de retidão quando Ele pessoalmente reinará na Terra como o Rei dos Reis.
- O Espírito Santo
O terceiro personagem individual que reina, como parte da Trindade, é o Espírito Santo. As revelações dadas a Joseph Smith esclarecem que ele difere de Deus e Jesus porque, diferentemente deles, ele não tem um corpo de carne e ossos:
“O Pai tem um corpo de carne e ossos tão tangível como o homem; o Filho também; mas o Espírito Santo não tem um corpo de carne e ossos, mas é um personagem de Espírito. Se assim não fora, o Espírito Santo não poderia habitar em nós” (D&C 130:22).
O Espírito Santo pode ter um grande efeito na vida de uma pessoa, uma vez que essa pessoa viva uma vida digna, o Espírito Santo será o seu companheiro constante. Os Mórmons acreditam que o Espírito Santo não permanecerá com uma pessoa impura (ver 1 Coríntios 3:16-17). Nas vidas de indivíduos, o Espírito Santo realiza quatro funções muito importantes:
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Santificador: Uma vez que nada impuro pode entrar na presença de Deus, a salvação é centrada na santificação; as pessoas são salvas a medida que são santificadas pelo Espírito. Se santificar significa se tornar puro e limpo; se tornar uma nova criatura em Cristo.
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Revelador: Joseph Smith ensinou que “nenhum homem pode receber o Espírito Santo sem receber revelações” (Ensinamentos do Profeta Joseph Smith, p. 328). Sempre que o Espírito Santo está com você, você receberá revelações (ver Doutrina e Convênios 8:2-3). O Espírito Santo é um meio pelo qual Deus revela para nós Suas vontades e Seu amor por nós.
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Professor: Todos que forem salvos precisam ser ensinados pelo Espírito Santo. As coisas espirituais somente podem ser compreendidas quando ensinadas e aprendidas pelo Espírito (ver D&C 50:11-24). Jesus estava cheio do poder do Espírito Santo (Lucas 4:1) e isso fez Dele um grande professor. O Pai deu a Jesus o Espírito Santo sem medidas (João 3:34). Os anjos também falam pelo poder do Espírito Santo (2 Néfi 32:3).
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Consolador: A verdade espiritual é sempre acompanhada pela paz e conforto do Espírito. É o dever do Espírito Santo aliviar nossas cargas, encorajar, fortalecer a fé, dar consolo, estender a esperança.
O Espírito Santo é uma fonte de poder elevadora e uma fonte de conhecimento do evangelho necessário tamanho que para ter sua companhia e influência constante é o maior dom que uma pessoa pode receber na mortalidade. Por causa da importância do Espírito Santo no plano de salvação, Jesus ensinou que não há pecado maior do que o pecado contra o Espírito Santo (Mateus 12:31-32). Uma revelação moderna explica que “A blasfêmia contra o Espírito Santo, que não será perdoada no mundo nem fora do mundo, é cometer assassinato derramando sangue inocente e consentir em minha morte depois de terdes recebido meu novo e eterno convênio, diz o Senhor Deus; e aquele que não guarda essa lei, de modo algum poderá entrar para a minha glória, mas será condenado, diz o Senhor” (Doutrina e Convênios 132:27).
