Os Mórmons adoram um Jesus diferente?
Os críticos do Mormonismo frequentemente dizem que os Mórmons adoram um Jesus diferente ou que os Mórmons não acreditam em Deus ou em Jesus Cristo. Eles dizem isso porque as crenças dos Mórmons sobre Jesus Cristo diferem das crenças de outras Igrejas Cristãs. Eles dizem que os Mórmons não são Cristãos ou que eles se opõem ao Cristianismo tradicional. É verdade que algumas crenças Mórmons sobre Jesus diferem de outras Igrejas, mas apesar disso, os Mórmons acreditam no Jesus Cristo cujos atos e ensinamentos se encontram na Bíblia, mas rejeitam os credos adicionais feitos pelos teólogos Cristãos da era Medieval. O Mormonismo ensina que para corrigir os erros relativos ao conhecimento do homem sobre Deus, Deus o Pai e Jesus Cristo apareceram para Joseph Smith no que é conhecido pelos Mórmons como a “Primeira Visão”, e o chamou para ser um profeta, assim como nos tempos bíblicos, para ensinar a verdade sobre Jesus Cristo e para chamar os homens ao arrependimento.
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Em revelações modernas dadas através do Profeta Joseph Smith, o Senhor Jesus Cristo descreve a si mesmo, e assim, o Jesus que os Mórmons adoram:
“Assim diz o Senhor vosso Deus, Jesus Cristo, o Grande Eu Sou, o Alfa e o Omega, o princípio e o fim, aquele que olhou por sobre a vasta extensão da eternidade e todas as hostes seráficas dos céus antes que o mundo fosse feito; Aquele que conhece todas as coisas, porque todas as coisas estão presentes diante de meus olhos; Eu sou aquele que falou e o mundo foi feito; e todas as coisas por mim vieram a existir. Sou aquele que arrebatou a Sião de Enoque para meu próprio seio. E em verdade eu digo que todos os que creram em meu nome, pois eu sou Cristo, e em meu próprio nome, em virtude do sangue que derramei, por eles intercedi perante o Pai” (Doutrina e Convênios 38:1-4).
Isto mostra que o Jesus que os Mórmons adoram é: o grande Eu Sou, nosso Deus, o começo e o fim, onisciente, onipotente, Criador do mundo, Salvador do mundo, e o advogado dos homens perante Deus o Pai. Os Mórmons não acreditam na Trindade como algumas igrejas Cristãs o fazem. Ao invés disto, a doutrina Mórmon ensina que Deus o Pai, Jesus Cristo, e o Espírito Santo (também chamado de Espírito de Deus) são três pessoas distintas e separadas.
Essa doutrina pode se mostrar consistente com o uso da Bíblia. Jesus declarou a natureza de Sua união com o Pai:
“E não rogo somente por estes, mas também por aqueles que pela sua palavra hão de crer em mim; Para que todos sejam um, como tu, ó Pai, o és em mim, e eu em ti, que também eles sejam um em nós, para que o mundo creia que tu me enviaste. E eu dei-lhes a glória que a mim me deste, para que sejam um, como nós somos um” (João 17:20-22).
Jesus declarou que Seus discípulos podem ser um assim como Ele e o Pai são um. Essa união obviamente não é que eles se tornam a mesma pessoa, mas que são um em propósito, glória, perfeição e amor. Essa passagem também mostra Jesus orando ao Pai, o qual não faria sentido se Ele fosse o Pai. Outra passagem no Novo Testamento mostra que Jesus é um personagem distinto de seu Pai. No batismo de Jesus todos os três personagens da Trindade, o que os Mórmons chamam de Deus o Pai, Jesus Cristo e o Espírito Santo, estão presentes ao mesmo tempo (Mateus 3:15-17). Na grade oração intercessora registrada em João 17, Jesus ora ao Pai. No Jardim do Getsêmane e na cruz, Jesus novamente ora ao Pai e ainda pergunta a Seu Pai porque Ele o havia abandonado (ver Mateus 27:46; Marcos 15:34). No martírio de Estevão, em Atos 7, Estevão declara: “E disse: Eis que vejo os céus abertos, e o Filho do homem, que está em é à mão direita de Deus” (Atos 7:56). Todas essas passagens só fazem sentido se Jesus e Deus forem personagens individuais e distintos.
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