As Escrituras, a palavra de Deus para os Homens
O Profeta Joseph Smith escreveu o seguinte: “Cremos ser a Bíblia a palavra de Deus, desde que esteja traduzida corretamente; também cremos ser o Livro de Mórmon a palavra de Deus. Cremos em tudo o que Deus revelou, em tudo o que Ele revela agora e cremos que Ele ainda revelará muitas coisas grandiosas e importantes relativas ao Reino de Deus”. (Regras de Fé 8 e 9).
Os Mórmons acreditam que as palavras de Deus são faladas e escrita aos homens por profetas. O Apóstolo Pedro ensinou que “(…) a profecia nunca foi produzida por vontade de homem algum, mas os homens santos de Deus falaram inspirados pelo Espírito Santo” (2 Pedro 1:21). As revelações modernas ensinam o seguinte:
“E tudo o que disserem, quando movidos pelo Espírito Santo, será escritura, será a vontade do Senhor, será a mente do Senhor, será a palavra do Senhor, será a voz do Senhor e o poder de Deus para a salvação” (D&C 68:4).
Por isso as escrituras Mórmons são crescentes. A Igreja Mórmon continua a receber mais escrituras através das palavras de profetas inspirados. Existe, entretanto, quatro livros os quais os Mórmons chamam de obras padrão, e representam as escrituras bases usadas pelos Mórmons. Essas quatro escrituras são:
- A Bíblia
Os Mórmons geralmente usam a versão King James da Bíblia como versão padrão nos países de língua inglesa. No Brasil se usa a tradução de João Ferreira de Almeida, da Sociedade Bíblica Trinitariana do Brasil, embora muitos membros usam outras versões. A edição Mórmon da Bíblia é idêntica àquelas usadas pela maioria das Igrejas Protestantes (em inglês), com a diferença que a Igreja Mórmon adicionou notas de rodapé, um index, mapas e um dicionário com termos bíblicos. Juntamente com isso, Joseph Smith começou ele mesmo a traduzir a Bíblia durante a sua vida, mas não pode terminá-la. Suas traduções, chamadas simplesmente de Traduções de Joseph Smith ou TJS, estão inclusas nas notas de rodapé e no apêndice.
- O Livro de Mórmon
Acreditar no Livro de Mórmon é uma das características mais distintivas da Igreja Mórmon e a fonte do seu apelido. Ele contém o registro de uma civilização que viveu entre 600 A.C. até 400 D.C., em algum lugar do continente americano. Esse povo, chamado de Nefitas, acreditavam em Deus e Jesus Cristo. Eventualmente eles se afastaram da verdade e foram destruídos pelos seus inimigos, os Lamanitas.
- Doutrina e Convênios
O livro de Doutrina e Convênios contém revelações dadas à profetas modernos. A maioria dessas revelações foram recebidas por Joseph Smith, mas seus sucessores continuaram a adicionar revelações quando eram particularmente significantes. Mas recentemente, uma revelação foi adicionada, em 1978. O livro de Doutrina e Convênios não foi feito para ser uma compilação de todas as revelações que a Igreja recebe, mas ai invés disso, contém as revelações fundadoras mais importantes que direcionam os membros da Igreja em como eles devem organizá-la.
- Pérola de Grande Valor
A Pérola de Grande Valor é um pequeno livro de escrituras que contém as traduções e escritos de Joseph Smith. Ele contém cinco seções: O Livro de Moisés, o Livro de Abraão, Joseph Smith – Mateus, Joseph Smith – História, e Regras de Fé. As Regras de Fé são um pequeno resumo das crenças básicas da Igreja Mórmon.
Juntamente com essas Obras Padrão, os Mórmons acreditam que as palavras dos profetas vivos são escrituras para nós. O profeta revela a vontade de Deus para nós hoje em dia, assim como nos tempo bíblico e nos ajuda a passar pelos problemas de nossa geração. Suas palavras são publicadas em revistas e livros, tais como a Ensign e a Liahona, duas das revistas oficias da Igreja.
Os Mórmons são encorajados a estudar as escrituras por si mesmos a cada dia e a ouvir e a ler as palavras dos profetas vivos. Temos a oportunidade de ouvir o profeta vivo nas Conferências Gerais, que acontecem duas vezes ao ano. Os Mórmons também estudam as escrituras em uma Escola Dominical e em outras classe de educação religiosa. As famílias são encorajadas a orar e a estudar as escrituras juntos, regularmente.
